Dia 18 - Feriado surpresa e MNAz

A melhor notícia da semana é que teríamos um feriado em Lisboa na quarta-feira! Leandro não trabalharia e eu teria ele aqui comigo dia todinho :)

Esse dia chegou, acordamos tarde (novidade) e fomos até um museu que ainda não tínhamos visitado: o Museu Nacional do Azulejo (Rua Madre de Deus, 4, Alfama). Chegamos lá morrendo de calor porque resolvemos andar da estação Santa Apolônia até lá achando que seria pertinho. Não recomendo que o façam no verão. Achem um ônibus (nesse site) que os levem até lá.

Não tinha dúvida de que adoraria o Museu, porque qualquer coisa que envolva azulejos já é suficientemente atrativa pra mim. Mas foi muito melhor. As exposições são super organizadas e cheias de textos explicativos, iniciando com a criação do azulejo até as pinturas modernas aplicadas neles, passando pelos padrões e painéis inteiros pintados em azulejos.

E eu, que achava que azulejo vinha de azul, descobri que não é bem assim (viu, pai?). A palavra, na verdade, vem do árabe azzelij, que quer dizer pequena pedra polida e dizia respeito aos mosaicos bizantinos. A confusão se dá por conta de grande parte da produção portuguesa de azulejos ser da cor azul.

Muitos dos azulejos do século XX e XXI reconheci por já tê-los visto em estações de metrô daqui de Lisboa.

No último andar há ainda um painel imenso com a vista de Lisboa retratada em azulejos brancos, pintados de azul e expostos em uma parede vermelha, que chega a ser hipnótica. Dá pra ficar ali horas procurando as igrejas e praças e observando como eram os lugares antes do terremoto.

Antes de irmos, passamos no café do lugar pra comer uma tosta, que é tipo um misto quente, mas num pão muito melhor. No caminho pra casa passamos no Pingo Doce, que é o meu supermercado preferido só por causa desse nome, pra comprar a nossa janta. Infelizmente o dia seguinte não era domingo.