Dia 19 - Retrospectiva: Belém

Ontem eu não fiz nada, gente. Quer dizer, eu passei o dia inteiro lendo meu livro.

E agora? E essa pressão pra eu escrever alguma coisa interessante nesse blog super acessado? rs

Tenho escrito sobre os lugares conforme vou visitando, mas tem um lugar que eu fui na semana passada e eu não falei muito, porque já tínhamos conhecido os principais monumentos na temporada passada: Belém.

Belém é um lugar não só lindo, como mega importante historicamente. Foi de lá que saíram as naus do Seu Vasco e Cia atrás de terras para descobrir e conquistar. Inclusive a nossa. E em homenagem a esse momento existe um monumento chamado Padrão dos Descobrimentos, que tem justamente o formato de uma caravela e fica posicionada de frente pro Tejo, cheia de navegadores, poetas e jesuítas.

Em frente à entrada do monumento, existe uma praça com uma rosa dos ventos enorme, expondo as rotas dos descobrimentos, os ventos, monstros da época. Lá de cima do monumento dá pra ver a rosa inteira, perfeitinha e tirar várias fotos legais. Quer dizer, isso se você não tiver 1,57. Subi lá e fiquei com tanta raiva porque o muro é super alto e eu não via nada. Desci emburrada. Eu e as crianças.

Do Padrão você avista a tão famosa Torre de Belém. Quando construída, pouco antes de 1500, ela fazia parte do grupo de fortificações que defendiam um país que era uma potência global e é toda decorada com motivos que remetem ao nacionalismo português. Antes do terremoto ela era totalmente cercada de água, mas hoje existe uma prainha colada nela.

Em frente à Torre fica um campo bem grande, onde a gente fez nosso pic-nic na semana passada e onde, no verão, rolam alguns eventos.

Junto com a Torre, como patrimônio mundial da UNESCO, está o Mosteiro dos Jerônimos. Um dos lugares mais lindos que eu já visitei. Foi encomendado por D. Manuel I quando Vasco da Gama voltou da Índia, financiado justamente pelo comércio de especiarias. O lugar é cheio de referências à navegação, animais esquisitos e plantas que nada tem a ver com a Europa. O que mais me encanta é infinidade de símbolos da arquitetura manuelina, que é uma mistura tão linda e criativa, além do cuidado que se teve com esse mosteiro especificamente. Já vimos outros parecidos, mas não tão ricos e tão bem cuidados. É muito difícil parar de tirar foto lá, principalmente quando o céu tá azul.

Por último, mas talvez o mais importante, porque de barriga vazia ninguém anda isso tudo: os pastéis de Belém. Tudo quanto é doce por aqui é chamado de pastel, assim como o de nata. O pastel de Belém é o pastel de nata perfeito. Você vai encontrar muitos deles pela cidade, mas o melhor você só encontra em Belém mesmo. O lugar parece pequeno, mas é bem grande e a fila que sempre tem, na porta e pra sentar nas mesas, anda muito rápido. Vale a pena sentar e comer o pastelzinho recém saído do forno, acompanhado de um cafezinho ou um leitinho puro (meu caso).

Boa noite, pessoal.