Love is sweet

Uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei aqui foi providenciar uma passagem pra atravessar o Atlântico novamente. Mas por que tão cedo? Por um simples e belo motivo: o casamento da minha amiga mais que amada. Se a Mari fosse se casar no Zimbábue ou no Paquistão eu estaria lá. Mas ela se casaria em NY, mais precisamente nos Hamptons. Nem preciso dizer que não foi nenhum sacrifício.

Minha cabeça e coração já estavam com ela há muito tempo, mas como o corpo faz falta. Poder abraçar a Mari depois de quase 2 anos foi tão bom. E também foi bom poder rir, se estressar e chorar de mão dada com ela. Muito melhor que quando fazemos isso com milhares de quilômetros entre nós.

Entre conexões perdidas e vôos desviados pra Venezuela, o resto da trupe (tia Fátima, Lu, mamãe, Lê e Aline) chegou ao (albergue) apartamento da Mari bem a tempo de nos divertirmos muito, conhecermos a família do Bryan (o noivo!) e enrolarmos brigadeiros e beijinhos pra deixar os americanos ba-ban-do.

Estar na casa da Mari pra mim é tipo estar na minha própria casa. Em Angra, Curitiba ou São Paulo. Sempre foi assim. Desde quando tínhamos pouca idade, muito tempo e aprendíamos inglês com os Backstreet Boys. Mesmo em NY. Porque na casa dela eu posso deitar no sofá pra jogar conversa fora e não sentir um pingo de culpa por não estar desbravando Manhattan. (Testemunhas, deixem-me romancear. Não há necessidade de mencionar que eu tive muito medo de desmaiar na rua por conta de calor riodejaneirês que assolava a cidade).

E então, no dia 27 de julho, quando minha amiga se transformou na noiva mais linda do mundo e foi dançar com o love da life dela, eu estava lá, me emocionando com o olhar deles, cheio de amor um pro outro, abençoados por uma luz linda de fim de tarde. Tudo isso num cenário azul, de céu e de água, e recebendo o carinho daqueles que eles tanto amam.

Brigada, Mari Magno (sim, eu tenho as melhores amigas do mundo e ainda as obrigo a ficarem amigas também!), a quem eu não canso de elogiar por seus múltiplos talentos, por ter captado tão bem, através do seu olhar, a magia daquele dia e, dessa forma, a gente poder revivê-la.

.Mari, my lovely friend, eu só desejo que a felicidade que você sentiu naquele dia inunde a vida de vocês dois todos os dias! Because the heavens open up every time you smile.